segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Review: Three Billboards Outside Ebbing, Missouri (2017)


Three Billboards Outside Ebbing, Missouri (2017)

Chegou a altura do ano em que vemos tudo o que está nomeado para os Golden Globes e, mais tarde, Oscars. Se o tédio matasse, há dois anos teria morrido três vezes ao escolher Joy como o primeiro filme desta lista. Por isso este ano decidi jogar pelo seguro e atribuir esta tarefa a Three Billboards Outside Ebbing, Missouri. O nome do filme pode não ser catchy, mas foi o do realizador que me saltou à vista: Martin McDonagh, o Sting dos realizadores (vão pesquisar fotos do senhor). O mesmo autor de In Bruges (2008). Para quem viu este filme sabe o tipo de humor que está para vir.

McDonagh subiu um degrau neste filme. Conseguiu usar o mesmo humor sarcástico e muitas vezes duro, para contar um verdadeiro drama. Acompanhamos Mildred, a mãe de uma adolescente que foi morta e violada perto da sua casa. Para chamar a atenção das pessoas e autoridades que, na sua opinião, pararam de procurar o culpado, decide usar os três outdoors abandonados (onde a filha foi morta) para causar tal efeito.

Apesar deste pequena sinopse indicar um filme sombrio, os primeiros vinte a trinta minutos são quase exclusivamente dedicados ao humor. Personagens exageradas, situações forçadas... Mas nada disto é incomodativo. Enquando as camadas são reveladas percebemos que estamos perante uma grande obra que é muito mais do que aparenta. Criamos imediatamente uma ligação com Mildred, a mãe desesperada, até percebermos os problemas dos outros. Como diz uma das frases do filme: "O ódio nunca resolveu nada".

Uma vénia para Frances McDormand. Estes papéis caem-lhe que nem uma luva e neste caso é mesmo digna de Oscar. Sobre Woody Harrelson já pouco há a dizer e Sam Rockwell ganhou um fã.

Que bom que é ver um filme que quer ser isso mesmo: filme. Onde a criatividade é colocada em prática, conta-nos algo e entretém. Quero lá saber de como inventaram a mopa, esfregona ou lá o que era aquilo. Sim, David O. Russell, estou a falar contigo!

Resta-me agora seguir atentamente a carreira promissora de Martin McDonagh e pedir que para a próxima trabalhem num poster mais interessante.

8/10


sábado, 30 de dezembro de 2017

Último filme de 2017

2017 está a dar as últimas e merece acabar em grande. Tenho como tradição acabar o ano com um clássico que nunca vi. Este ano será The Philadelphia Story (1940), protagonizado por Katharine Hepburn, Cary Grant e James Stewart e realizado por George Cukor. Na esperança que o vosso ano não acabe com um filme de qualidade duvidosa, daqueles que certamente irão passar na televisão, ficam três sugestões para vos inspirar.

Filme para a família: 


Sei que nem toda a gente gosta de Star Wars. Há quem nunca viu e diz que não presta. Mas a verdade é que foi um fenómeno há quarenta anos (sim, QUARENTA) e hoje está por todo o lado. Tendo ou não visto, gostado ou odiado, a verdade é que esta saga é um marco importante na história do cinema. Mesmo que este último filme tenha dividido opiniões, nos dias que correm não é de estranhar ver as crianças e jovens adultos a fazerem a caderneta do Continente e os quarentões nerds a discutir que no tempo deles é que era. Peguem nos vossos filhos/primos/irmãos mais novos e mostrem como tudo começou.
E se tiverem mesmo curiosidade para saber como tudo realmente começou, vejam o documentário Empire of Dreams: The Story of the 'Star Wars' Trilogy (2004).

Filme clássico:


Se querem acabar o ano com um bom e velho filme clássico, é favor de ver o The Apartment (1960). Não me fazem o favor a mim, mas sim a vocês. Billy Wilder tinha um dom para a comédia (e para o noir) e o The Apartment consegue ser uma das comédias mais tristes e sérias que conheço. Não, não é estranho. É um filme cheio de camadas, protagonizado pelo fenomenal Jack Lemmon, pela encantadora Shirley MacLaine e pelo apartamento que é o grande sidekick de C. C. Baxter.

Um nova experiência:


Para acabar o ano com uma nova experiência cinematográfica, aconselho o Children of Heaven (1997). O cinema Iraniano é uma mina por explorar. Até eu, que o conheço de forma muito leve, fico sempre surpreendido por não ver mais filmes deste país sempre que acabo de ver um. Em Children of Heaven a premissa é muito simples: um menino perde os sapatos da irmã mais nova que sem eles não consegue fazer uma coisa básica como ir à escola. É simples, parece uma piada (e tem alguns momentos cómicos), mas mais do que isso, mostra-nos a realidade que preferimos não ver ou ignorar enquanto estamos sentados no conforto do nosso lar.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Review: A Christmas Story (1983)

A Christmas Story (1983)


Quando era criança brincava inúmeras vezes aos polícias e ladrões. Usava como arma uma pistola estragada do jogo Duck Hunt à qual tinha cortado o fio. Parecia verdadeira e eu, quase sempre como ladrão, lá corria e escondia pelos cantos da minha casa ou na casa dos amigos. Isto éramos nós, em Portugal, que fazíamos "pum pum" com a boca para simular um tiro. Sabíamos da consequência deles porque volta e meia víamos um filme americano onde nos mostravam isso. Mas não era a nossa realidade. Em Portugal, felizmente não há guerra e os casos de polícia raramente envolvem tiroteios. Já nos Estados Unidos a história muda de figura.

A Christmas Story é um filme para a família. Decorre num Natal da década de 40, mas podia ser no aniversário do nosso protagonista, o Ralphie (Peter Billingsley). O sonho e objectivo do Ralphie é ter uma arma e para isso tem de convencer os pais, a professora e o Pai Natal que esta seria a prenda ideal. Haverá sonho mais republicano?

O miúdo é de facto adorável. Está constantemente a sonhar acordado. Ora que os pais ficarão eternamente agradecidos porque salvou a casa dos ladrões graças à arma, ora porque a inspiração para uma composição sobre o que querem receber no Natal foi tanta que a professora ficará maravilhada com a sua e nunca mais pedirá para escrever nada. Todo o filme é acompanhado pela voz do já adulto Ralphie (voz de Jean Sheperd) um pouco à semelhança da série Conta-me Como Foi.

Como bom filme familiar, todas as situações são exageradas e as interpretações meras caricaturas. Excepção para o momento do feitiço contra o feiticeiro entre Ralphie e Scut Farkus (Zack Ward). Finalmente uma coisa bem conseguida.  

Talvez tenha visto o filme já demasiado adulto e responsável e não tenha gostado da premissa deste  clássico americano. Provavelmente se o tivesse visto em criança também iria querer uma Red Ryder B.B. gun. E aqui é que está o problema.

5/10


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Review: Das Boot (1981)

Das Boot (1981)

Mais do que um filme, ver Das Boot é uma autêntica experiência que recomendo. A não ser que sejam claustrofóbicos.

Adaptado de um livro de Lothar H. Buchheim, Wolfgang Petersen, o mesmo realizador de The NeverEnding Story (1984) e Troy (2004), conseguiu trazer para o ecrã um jogo do gato e do rato onde não sabemos quem queremos que seja a presa e o predador.

A narrativa passa-se durante a II Guerra Mundial e vemos a perspectiva alemã. É com eles que vamos para a guerra, o que, à partida, nos faz querer que sejam aniquilados. O filme é todo ele um jogo de contrastes. Se por um lado temos sussurros de quem é contra a guerra, também vemos jovens fervorosos. Alguns ingénuos, outros sedentos de sangue. Outro momento que o mostra é a cena de Natal. Vestidos a preceito e com pratos recheados, a marinha recebe a tripulação do submarino completamente pálida, com barba por fazer e roupa gasta. Segue-se um diálogo de queixume por parte da marinha que quase nos provoca vergonha alheia. Como diz George Orwell em Animal Farm: "All animals are equal, but some animals are more equal than others".

Passamos três horas e vinte e oito minutos (director's cut) numa luta interna entre querer ou não que aqueles alemães, em plena II Guerra Mundial, tenham sucesso. Num filme angustiante, posso até dizer que a dada altura me provocou tédio. Pelo menos até perceber que faz parte da tal experiência que falei no início. Ver um filme tão longo, sempre com as mesmas personagens e limitados ao submarino transportou-me realmente para aquela embarcação.

Jürgen Prochnow e Klaus Wennemann, tal como as suas personagens, comandam o filme muitas vezes apenas com o olhar. Destaque também para o humor sádico do 2nd Lieutenant (Martin Semmelrogge) que nos provoca a nós e especialmente ao correspondente Werner (Herbert Grönemeyer) alguns arrepios.

No oceano, em plena II Guerra Mundial, sendo ou não a favor dela, matas ou morres. Em Das Boot estamos a torcer pelos Nazis ou pelo Homem?

8/10


domingo, 26 de novembro de 2017

Cinema Paraíso - Luís Neiva - Dr. Strangelove (1964)

País: Reino Unido / EUA
Ano: 1964 
Realizado por: Stanley Kubrick 
Argumento: Stanley Kubrick e Terry Southern a partir do romance Red Alert de Peter Georg). Elenco: Peter Sellers, George C. Scott, Sterling Hayden, Keenan Wynn, Slim Pickens, Peter Bull, James Earl Jones e Tracy Reed.

Um psicótico general americano lança um ataque nuclear à Rússia durante a Guerra Fria, ameaçando a vida de toda a humanidade. A razão? Os seus preciosos fluídos corporais.

É esta a premissa sobre a qual Stanley Kubrick constrói Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, um dos mais controversos filmes anti-guerra da História do Cinema. Foi realizado em 1964, numa altura em que o mundo parecia caminhar para a Terceira Guerra Mundial, menos de 20 anos após a queda de Hitler e do Terceiro Reich. Como foi então possível que Kubrick tenha sido capaz de fazer um filme onde a perspectiva de um Apocalipse nuclear fosse encarada com gargalhadas em vez de um ataque generalizado de pânico? Através de um brilhante sentido de ironia.

Desde as pequenas idiossincrasias de cada personagem – um ex-cientista Nazi cujo braço não esqueceu a sua ideologia passada; um patriótico general Americano tão orgulhoso dos seus pilotos que se esquece que o sucesso da sua missão implica o fim do mundo; um soldado que prefere arriscar a segurança nacional a vandalizar uma máquina de Coca Cola; os presidentes de dois países inimigos a falar ao telefone como um casal de adolescentes apaixonados, etc. – até a one-liners como “Gentleman, you can’t fight in here – this is the War Room”, o filme é uma enorme crítica, plena de sarcasmo, à hipocrisia da Guerra e àqueles que acreditam piamente estarem do lado certo do conflito.

Além de tudo isto, existe uma histórica tripla performance de Peter Sellers como Dr. Strangelove, Group Captain Mandrake e Presidente dos EUA – que, aliás, tinha sido testada dois anos antes em Lolita – e ainda grandes interpretações de George C. Scott e Sterling Hayden.

A filmografia de Stanley Kubrick diz-nos que este era um homem que conhecia o que de pior existe em cada ser humano. Sabia que todos tendemos a cometer os mesmos erros vezes sem conta. Na última cena, ouvimos Very Lynn cantar “We’ll meet again”. Poderá existir mais claro aviso?

9/10


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Cinema Paraíso - Luís Neiva - The Green Butchers (2003)

De Grønne Slagtere

País: Dinamarca 
Ano: 2003 
Realizador: Anders Thomas Jensen 
Argumento: Anders Thomas Jensen 
Elenco: Nikolaj Lie Kaas, Mads Mikkelsen, Line Kruse, Ole Thestrup, Bodil Jorgensen, Aksel Erhardtsen


De Grønne Slagtere está seguramente entre as comédias mais negras do passado recente do cinema europeu. De facto, é tão negra que há que pensar duas vezes antes de lhe chamar comédia.

Cansados de serem mal tratados pelo seu patrão, dois talhantes – Svend (Mikkelsen) e Bjarne (Lie Kaas) – decidem abrir o seu próprio negócio. No entanto, a dupla não é propriamente popular na cidade e o seu feitio anti-social complica o sucesso do novo talho, até que um acidente os põe na boca do mundo, melhorando radicalmente as suas próprias vidas pessoais.

O mais impressionante em De Grønne Slagtere é o quão facilmente podia ter sido uma autêntica tragédia (no mau sentido). Em vez disso, o resultado final impressiona pela positiva não sendo de todo injusto colocá-lo entre os melhores do género.
Toda a premissa é bastante original, mas perigosa. A distância entre o ridículo e o demasiado dramático neste tipo de histórias é curta, mas Anders Thomas Jensen explora com sucesso o meio termo, contando toda a história de uma forma extremamente realista. É um filme que se leva a sério, mas que jamais abusa do dramatismo para passar uma mensagem.

A esta premissa são adicionados um argumento forte, uma boa banda sonora e uma cinematografia bastante interessante, produzindo uma atmosfera absolutamente asfixiante, moldura que facilita o trabalho dos actores.

E neste particular, mérito a quem o merece: o sucesso deste filme está intimamente ligado ao grande trabalho dos dois protagonistas: Mads Mikkelsen e Nikolaj Lie Kaas. Se o primeiro é já um actor com créditos firmados no cinema europeu – e de certa forma em Hollywood, embora neste caso continue a ser desperdiçado em papéis de vilão com muito pouco conteúdo – e que conta com perfomances fantásticas em filmes como Jagten ou Valhalla Rising, Lie Kaas revelouse uma muito agradável surpresa.
A dupla faz jus ao realismo proposto por Jensen e o resultado são duas personagens extremamente sólidas e credíveis que practicamente carregam o restante elenco às costas.
De Grønne Slagtere não é um filme para qualquer pessoa. É pesado, perverso e o seu humor pode ser “difícil de engolir”. Mas é um filme para todos aqueles que gostem de alimentar o seu lado negro de quando em vez. E que bem que sabe.

8/10


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

The Man Who Knew Too Much - Tiago Marques

Cinema Sem Lei: Qual é o teu filme favorito?
Tiago Marques: A clássica pergunta. Sem dúvida o Rei Leão. Foi um filme que marcou a minha infância. Tento ver pelo menos uma vez por ano e nunca falta aquela lágrima no canto do olho

CSL: São raríssimas as pessoas que respondem um filme de animação. Qual foi a cena que mais te marcou no filme?
TM: A morte de Mufasa obviamente foi a cena que relembro como o momento de cinema mais intenso que vivi na minha infância. Mas qualquer cena do filme me toca, já sei os diálogos todos de cor e como e óbvio as músicas. E como qualquer clássico da Disney e extremamente bem animado.

CSL: Muitas pessoas não têm noção do trabalho por trás de um filme de animação. A animação é considerada muitas vezes um género menor ou, pelo menos, para crianças. Imagino que não concordes com isto, mas achas que tens resposta para me dar? Ou consideras que este estigma não existe?
TM: Existe, existe. A maioria das vezes conteúdos de animação têm como target as crianças, mas não é por isso que deixam de ser grandes obra primas. O Rei Leão (juntamente com toda essa era Disney) é um grande exemplo de como um filme infantil tem tudo o que tem um filme para adultos. A narrativa do Rei Leão é até baseada no Hamlet de Shakespeare.

The Lion King (1994)

CSL: E, supostamente, um plágio de um filme japonês. Mas isso é outra conversa. Saindo da animação, qual é a tua relação com o cinema? Estudas cinema ou outra arte? 
TM: Sempre fui grande interessado em cinema. Cheguei a estar no curso de Cinema um semestre, mas acabei por mudar para Multimédia em Belas Artes, onde estou agora. Sempre vi muitos filmes e continuo com o hábito, acho que não há nada melhor que nos perdermos noutro mundo durante 2 ou 3 horas.

CSL: Vais cim regularidade ao cinema ou ficas mais pelo filme no computador?
TM: Faço os dois, tento ir semanalmente ao cinema e passo serões em frente ao computador.

CSL: O que te leva a ir ao cinema. A obrigação de ser semanal ou tens mesmo interesse em todos os filmes que vais ver?
TM: Adoro ir ao cinema, intensifica imenso a experiência que é ver um filme. Obviamente que tenho interesse em vê-los. Mas admito que já vi filmes péssimos no cinema só porque já tinha visto tudo o que era bom do cartaz.

CSL: Achas que o cinema está a morrer? Cada vez mais os realizadores estão a mudar para a televisão ou, mais concretamente, para as séries que depois são vistas em computadores.
TM: Acho que não. Acho que o cinema está mais vivo que nunca. A evolução da tecnologia está a dar uma oportunidade a qualquer pessoa de fazer um filme. E acho que a televisão (séries) está cada vez mais a ser o novo cinema - com séries como Black Mirror - e até se vêem realizadores conceituados a adorar este novo formato como David Fincher.

CSL: É exactamente por isso que estou a perguntar. Fincher e o próprio Scorsese já se viraram para as séries. A verdade é que hoje em dia se fala muito mais de uma série (Stranger Things, Game of Thrones, etc) do que de um filme. É porque as séries estão cada vez melhores ou porque o cinema está a perder público?
TM: Sim, as séries têm ganho bastante terreno. Acho que as séries estão de facto a ganhar qualidade (neste preciso momento estou a meio de Mindhunter e está a ser uma jornada no mínimo interessante), mas não acho que o cinema esteja a perder audiência, pelo menos vejo as pessoas da minha geração ainda extremamente interessadas sétima arte (posso estar enganado e ser apenas a comunidade em que estou incluído). No fundo acho que a televisão e os blockbusters continuam encher as salas de cinema, mas também é para isso que eles são feitos.
Acho que a televisão e o cinema estão cada vez mais parecidos. A grande coisa que os distingue é a narrativa ser dividida por episódios ou não.

CSL: Mindhunter, mais uma coisa com dedo de realizador de cinema. Se trabalhasses no cinema, em que área gostavas de trabalhar?
TM: Como quase todos os estudantes da área aspiro a ser realizador, mas tenho também um enorme interesse pela banda sonora.

CSL: Esse interesse pela banda sonora tem bases? Tocas ou compões?
TM: Sim, toco. O meu instrumento principal é bateria, mas toco minimamente bem piano, guitarra ou baixo e tenho, claro, as minha composições originais.

CSL: Tens algum compositor que admires particularmente? Que componha para cinema.
TM: Sim, adoro os clássicos motivos fortes do John Williams, ou dos ambientes tensos do Hans Zimmer e destaco ainda o peso dos sintetizadores de Trent Reznor.

John Williams

CSL: E se tivesses oportunidade de fazer a banda sonora para qualquer realizador à tua escolha, quem escolherias?
TM: Edgar Wright, acho que se adequaria ao tipo de música que crio.

CSL: Achas que é um realizador a seguir? Que daqui a uns anos pode ser uma referência?
TM: Acho que tem aspectos que são importantes. Já conseguiu estabelecer um estilo próprio e destacar-se ao ponto de ser adorado tanto pelo público como pelos críticos. Já é uma referência, pelo menos no que toca a comédia.

CSL: Por falar em comédias, achas que também é um género desvalorizado?
TM: Acho que tal como o terror é desprezado por ter uma maior quantidade de filmes de má qualidade.

CSL: Sugeres algum filme de terror ou comédia?
TM: Junto os dois num e aconselho o Evil Dead, que é um filme de terror e comédia. O antigo. Acho que saiu há uns anos um novo mas ainda não o vi.

CSL: Para acabar, escolhe:
- um filme que te emocionou
- um que te fez rir
- um que mudou a tua vida
- um que vale a pena rever todos os anos
TM: - La La Land
- Superbad
- American Beauty
- O Rei Leão

Tiago Marques 
20 anos
Licenciatura em Multimédia